14 de jan. de 2009

A revolução no trabalho corporativo


















Ronaldo Duschenes

É interessante verificarmos a verdadeira que revolução que ocorreu não apenas na organização do trabalho nas indústrias, mas também no setor corporativo, no período marcado pela velocidade das transformações: o século 20, especialmente em sua segunda metade, e neste início de século 21.

As mudanças podem ser observadas de forma muito visível: se colocarmos, lado a lado, duas fotografias – uma de 1908 e outra de 2008 - dos escritórios de uma empresa multinacional centenária e de ponta em seu segmento, a diferença verificada nos dois ambientes certamente será brutal.

De um lado, funcionários rigorosamente engravatados alinham-se em fileiras de pesadas mesas e cadeiras, quadradas e de linhas invariavelmente retas, em madeiras de tons escuros. A iluminação geral é precária; os equipamentos básicos são as também robustas máquinas de escrever e de calcular. O ambiente geral é escuro e opressivo.

O outro instantâneo, atual, revela espaços leves, com mobiliário de cores claras, iluminação com o número de lux adequado a cada tipo de atividade e mesas limpas; sobre elas, apenas um telefone (eventualmente, nem isso, substituído pelo celular). O que a câmera,agora digital, revela de diverso entre esses dois "mundos" do trabalho corporativo deve-se à revolução introduzida pela tecnologia da informação (TI), principalmente a partir do final da década de 1990. A explosão da informática, da internet, da comunicação por celular, entre outras inovações, alterou também a arquitetura das edificações e de interiores, com o design e a ergonomia investidos no mobiliário e a iluminação das áreas de trabalho ganhando forte relevância, mudando completamente o panorama das empresas.

Nesses nossos novos tempos, tudo é realmente diferente. As barreiras – físicas e organizacionais – caíram e as formas de encarar a participação dos funcionários e colaboradores nas organizações também. A informatização permitiu reduzir o número de funcionários, com o corte de determinadas funções. O trabalho passou a ser fortemente colaborativo e, nas companhias de vanguarda tecnológica, a presença física do funcionário no escritório já não é tão necessária, proporcionando nas empresas mais avançadas a possibilidade de seus empregados e colaboradores conciliarem vida profissional e pessoal. Um dos melhores exemplos dessa nova forma de trabalho pode ser encontrado na sede da empresa espanhola de telecomunicações Telefonica, em Las Tablas, Madri. Ali, a empresa criou uma nova sede, batizada de “Distrito C”, na qual a meta é que, em 2008, cerca de 40% dos mais de 7 mil funcionários da empresa trabalhem num esquema que soaria completamente absurdo não digo no início, mas até mesmo em meados do século 20: eles não têm mesa de trabalho. Utilizam computador portátil, agenda eletrônica e celular e possuem crachás que permitem a eles escolher os locais mais adequados para trabalhar, na empresa ou, se preferirem, em casa.

Evidentemente, essas mudanças implicam alterações enormes em relação ao mobiliário exigido para acomodar funções tão múltiplas e mutantes. As estações de trabalho hoje pedem uma dinâmica maior, mas ainda com certa privacidade, e as divisórias cumprem novos papéis – não mais de isolar, mas de garantir privacidade mínima exigida pela função. A iluminação, em vez de ser uniforme, passa a ter a quantidade adequada para cada tipo de trabalho; fachadas controlam a luminosidade e o calor. Os laptops assumiram o posto antes ocupado pelo volumoso kit CPU, monitor, mouse, teclado e caixa de som. A ergonomia é fator de produtividade e qualidade de vida profissional e cada vez mais aplicada no desenho de um móvel.

Naturalmente, a concepção de um projeto de arquitetura de interiores para um escritório moderno exige a colaboração de profissionais de diversas áreas: o arquiteto responsável pelo projeto de interiores; o lighting designer, autor do projeto de iluminação; o arquiteto-paisagista, que desenvolve o projeto de paisagismo do ambiente; e o designer de produto, que projetará o mobiliário mais adequado para aquelas atividades e funções.

Como resultado, tanto do ponto de vista estético quanto funcional, e até ambiental, os espaços de trabalho tornam-se mais agradáveis, com mobiliário adequadamente especificado e com características ergonômicas que preservam a saúde dos funcionários e colaboradores. Isto também já está disponível no Brasil, a preços relativamente acessíveis. Basta querer. A diferença pode ser vista na foto, no rosto das pessoas!
fonte: Portal Design Brasil

5 de jan. de 2009

Trabalho do Futuro













Ronaldo Duschenes

O futuro já chegou ao trabalho. Agora, não vamos mais até o trabalho, é ele que vem até a gente. A nova forma de trabalhar, chamada de telecommuting ou telework (em bom português, teletrabalho) nem é tão nova assim, mas foi facilitada pelas tecnologias que se popularizaram. Hoje em dia é bem comum encontrar cafeterias, livrarias, aeroportos e até parques com sistema wi-fi, onde é possível se conectar com o mundo através do seu notebook ou smartphone. Eles permitem que você leve o trabalho para onde quiser.
Muitas empresas já estão encarando este novo estilo de trabalho como uma forma de otimizar o espaço físico e cortar gastos. Nos Estados Unidos e em alguns países europeus, é cada vez mais comum as empresas oferecerem esta opção para seus funcionários, em especial para trabalhar de um escritório em casa. Geralmente, o formato permite contar com o funcionário por um ou dois dias da semana no escritório principal - para manter contato com a empresa e com os colegas - e deixar o restante do trabalho ser feito à distância.
Ponto principal disso tudo é que a estrutura física da empresa é otimizada. Não é mais necessário ter muitas salas privativas para os funcionários que agora se encontram essencialmente para trocar idéias. Ou seja, este tipo de ambiente pede soluções diferenciadas, mobiliário flexível, espaços sem barreiras e mentes antenadas. Afinal, é preciso confiar no colaborador, checar seu perfil para tal mudança e adequar a empresa para este fim.
Mudanças como estas devem ser feitas com cuidado e precisam ser baseadas na análise das tarefas, no fluxo de trabalho, nas tecnologias disponíveis e na cultura organizacional da empresa.
Fundamental nesta nova formatação é a importância de continuar trabalhando em mobiliário ergonômico, próprio para esta finalidade. Cada vez mais as empresas - e colaboradores que possuem escritório em casa - estão cientes disso e investem em soluções adequadas às suas atividades profissionais. Já contamos com soluções para os home offices que se adaptam perfeitamente à decoração da casa, assim como para os escritórios formais, que privilegiam a integração das equipes.
Resumindo, vivemos em um tempo em que a mobilidade caminha de mãos dadas com a produtividade. Já existem diferentes formatos deste novo estilo de trabalhar, como o compartilhamento de tarefas (job-sharing), meio expediente, semanas reduzidas de trabalho, horário flexível, além do aluguel de escritórios temporários. E sempre acabam surgindo outras novas formatações.
Definitivamente, nas áreas mais estratégicas, é cada vez mais comum a flexibilidade de agenda tomar o lugar da padronização de horário. Os escritórios convencionais não vão deixar de existir, mas certamente sofrerão alterações para se adaptarem aos novos tempos. Eles vão ser mais um dos locais de onde é possível trabalhar. Afinal, o que conta é a produtividade, trabalhando de onde se trabalha melhor.

fonte: Portal Design Brasil

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